Sem dúvida um dos mais importantes escritores da Angola, Pepetela (apelido) nasceu em 29 de outubro de 1941 na Angola. Sua família é africana, vinda de diferentes regiões, mas principalmente da Angola e países ao redor.
Passou seus primeiros 15 anos no seu país de origem, estudando, partindo para Lubango em 1956 e então completou seus estudos. Em seguida, foi para Lisboa, onde cursou o Instituto Superior Técnico.
Um de seus feitos mais relevantes (na opinião de Pepetela) foi se tornar um dos criadores do Centro de Estudos Angolanos. Já em 1960 ingressou na Faculdade de Engenharia, porém, percebendo não ser de seu agrado, optou pela Faculdade de Letras.
Em 1961 passou a se dedicar na carreira política, onde, em 1963, conseguiu entrar no MPLA. (Movimento Popular para a Libertação de Angola)
Uma vez dentro do MPLA, Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, seu nome completo, adquiriu inspiração para produzir mais tarde algumas de suas importantes obras. Por alguns anos, devido a momentos históricos que aconteciam simultaneamente tanto na Europa quanto na África, mais especificamente em seu país, Pepetela foi obrigado a se abrigar em outros países como França (ficou em Paris) e Argélia.
Somente em 1975, anos depois, as situações são "resolvidas" e o escritor consegue voltar para a Angola, participando atém mesmo da luta armada pela independência do país, onde, mais tarde, se torna Vice-Ministro da Educação. (Durante o governo de Agostinho Neto)
Já encaminhado politicamente, a autor procura meios que o possibilitem fazer o que realmente gosta, o que o levou a fazer Sociologia na Universidade Argel e, logo em seguida, Faculdade de Arquitetura.
Com seu conhecimento durante e após a conclusão dos cursos, Pepetela passou a dar aulas, se aproximando do meio acadêmico e posteriormente, pouco a pouco desenvolvendo algumas de suas obras literárias.
Suas obras se voltam, geralmente, para as suas experiências durante o exílio e, principalmente, em torno de seu país. A obra Mayombe, publicada em 1980, o rendeu o Prêmio Nacional de Literatura de Angola.
Em 1997, Artur ganha o Prêmio Camões, considerado pelos escritores da língua portuguesa, um dos mais importantes e renomados. Vale destacar que Pepetela foi o primeiro escritor angolano a receber esse Prêmio.
Influência de Pepetela:
Influenciou diversos jovens brasileiros = luta pela sua história, não desiste do que ele gosta(o que quer fazer)
Algumas de suas Principais Obras:
Mayombe
A Geração da Utopia
As Aventuras de Ngunga
Lueji - O Nascimento
O Desejo de Kianda
Jaime Bunda: Agente Secreto
A Gloriosa Família
Parábola do Cágado Velho
Yaka: Romance
O Cão e os Caluandas
Características Importantes de suas Obras e Estilo Literário:
Crítica Sociocultural
Valorização da Identidade Nacional
Anticolonialismo
Ficção Histórica
Realismo Social
Critica à Corrupção
Crítica Sociocultural
Prêmios:
Prêmio Nacional de Literatura (Duas vezes) 1980 e 1985 - Angola
Prêmio Nacional dos Críticos de São Paulo 1993 - Brasil
Camões 1997 - Portugal
Prinz Claus 1999 - Holanda
Prêmio Nacional de Cultura 2002 - Angola
Escritor Galego Universal 2007 - Espanha
Rosalía de Castro 2014 - Espanha
Casino de Póvoa 2020 - Portugal
Sem duvidas alguma, a sua obra mais reconhecida é Mayombe, que alcançou leitores de dezenas de países.
Jaime Bunda: Agente Secreto - Desvendar a violação e o assassínio de uma adolescente. Sem suspeitos e utiliza métodos excêntricos. Considerado o James Bond Angolano. Obra com humor e sátiras.
Geração da Utopia: a visão e vida de angolanos que buscaram a independência do país, por meio da guerra civil e pós guerra. Retrata suas ambições, desejos e desafios que enfrentam durante esses períodos.
Yaka: Romance - Vale ressaltar que esta obra foi resultado de anos de pesquisas e experiências do autor. Retrata os acontecimentos de uma família portuguesa ( Família Semedo) durante a vida do protagonista Alexandre, que faz parte da 4°geração. A história envolve a colonização de Portugal no país africano. (povos colonizados tinham o destino de prisão perpétua, morte ou, se quisessem, cooperassem na colonização de outras regiões, como uma forma de ajudarem Portugal e não sofrerem com trabalhos duros e fome)
Retrata também a "missão civilizadora" que consistia em levar o conhecimento e apoio aos povos nativos, o que no entanto, era apenas uma desculpa para conseguir mão-de-obra, que estava em declínio no país.
A obra nasceu em 1975, quando ele se pôs a escrever sobre como seria aproveitar o privilégio se tivesse nascido de uma família colonial. (no momento em que escrevia, pelo menos no começo, ele estava em um país africano ajudando obrigatoriamente na colonização. Curiosidade: escreveu a obra em pé.
Yaka: estátua que acompanha a história junto com a família, onde apenas no último dos membros é entendida sua mensagem. (é preciso ler o livro para saber qual é a mensagem)
Retrata também personagens do Brasil, que foram deportados ou saíram por estarem insatisfeitos com a independência.
domingo, 2 de março de 2025
Trabalho de Português: Escritor Pepetela
quinta-feira, 26 de dezembro de 2024
Trabalho de História: A crise do Brasil em relação ao cenário econômico mundial
- Setor Financeiro: Bancos não conseguem mais financiar os governos, tanto no Brasil como em outros países como a Grécia;
- Setor Industrial: Queda da produtividade;
Informações sobre o desemprego nacional, políticas públicas de combate e suas consequências:
- Descumprimento do tratado de Maastrich.
- Queda do valor da moeda, onde a área de exportação tende a ser credenciada e recebe investimentos afim de recuperar valor nacional.
- Queda das negociações e pagamentos de dívidas internacionais.
Gráfico apresentando os dados inflacionários anuais dos últimos anos:
Relacione a crise do Brasil ao cenário econômico mundial:
- A área da exportação passa a ser credenciada, como uma "aposta" dos governos para se recuperarem pouco a pouco.
- Investimento na própria moeda, onde, utilizando o dollar como base os demais países recuperaram seus capitais aos poucos.
- O governo camuflar as dívidas e baixas econômicas, aumentando a expectativa do povo e das empresas para que voltassem a investir. (considerado um período de incentivo que deu certo)
- O uso da inflação para prevalecer sobre as dívidas.
- A grande emissão de moedas por parte dos EUA.
- Valorização de bolsas e títulos americanos.
- Rearranjo da exportação brasileira, se adequando a necessidade dos países europeus de produtos.
- Participação do Brasil na FMI.
- Reconhecimento da economia e exportação chinesa.
- Inverter as dívidas: Usar das dividas brasileiras para que, diminuindo-as, os países mais afetados aceitassem condições mais favoráveis ao Brasil que em troca forneceria produtos exportados. (350 bilhões de dívida, revertido para 340 no mesmo ano ao se aproveitar das condições dos outros países no memento da crise aguda)
- Dar poder de compra aos consumidores, para então o dinheiro circular e por fim o país poder pagar os credores.
- Aumentar a demanda.
O que é Tundra?
O animal que representa melhor a tundra antártica é o urso polar, existem também roedores, cabras, lebres e veados. Além de algumas aves que migram para a tundra em determinadas épocas do ano, quando as condições são mais favoráveis para elas. Essas condições são proporcionadas pelo derretimento do gelo e aparição de diversas plantas rasteiras, além de um solo agora úmido e possivelmente pantanoso.(pequenos pântanos)
O solo é bem pobre de nutrientes, o que justifica a falta de organismos como minhocas e vegetações mais complexas como árvores de grande porte.
O clima é em média mais quente que o clima glacial, mas conta com momentos em que o Sol não atinge determinadas regiões, prevalecendo as baixas temperaturas e camadas de gelo sobre a superfície.
O gelo não é permanente nesta região, o que provoca também a migração de animais como o urso para ambientes mais frios. Logo, mantém-se uma o equilíbrio, já que o predador é obrigado a migrar no momento em que outros animais, denominados presa na cadeia alimentar, começam a chegar.
Quando com condições melhores para a vida, têm-se também outros benefícios além da chegada de outros animais somente para habitar temporariamente o local no verão, como o nutrimento do solo proporcionado por aves que deixam cair sementes e/ou trazem frutos de outras áreas e crescimento na taxa de caça dos povos que vivem nessas regiões, que chamam de temporada de caça.
A tundra antártica pode ser confundida com algumas regiões dos Polos Norte e Sul do Planeta, mas apresentam diferenças que os tornam bem distintos.
A tundra antártica, como já mencionado, apresenta clima menos frio que nos Polos, possibilidade de crescimentos de algumas árvores de médio porte (mesmo que quase improvável), áreas de enormes lagos congelados na superfície, formação de montanhas, presença de aves e alguns outros mamíferos, além do urso polar.
Já os Polos, são formados apenas por gelo, têm a presença de diversos mamíferos aquáticos e pinguins, não tem diversidade de aves, temperatura permanece baixa o ano todo e no verão a vegetação é quase inexistente.
Apenas para deixar claro, existe Tundra nos Polos Norte e Sul, porém apenas em algumas regiões mais quentes.
A tundra é uma das vegetações mais presentes em todo o Planeta, no entanto, na América do Sul é encontrada apenas na Argentina.
sábado, 21 de novembro de 2020
Física 2° Fase - Trabalho
Trabalho é um termo que relaciona força com o movimento de objetos.
Existem determinadas situações e/ou tipos:
Força Constante:
Têm-se a força (F), deslocamento (d) e o ângulo (α).
O ângulo se forma por meio das grandezas vetoriais força e deslocamento.
Fórmula do trabalho: T = F.d.cos α
Unidade de medida: joule (j)
- Trabalho Motor ou Positivo:
Quando a força auxilia no deslocamento do corpo.
O trabalho é positivo.
O valor de α: 0 ≤ α < 90°, logo, cosseno sempre terá valor positivo, neste caso.
- Trabalho Resistente ou Negativo:
Quando a força se opõe ao deslocamento do corpo.
O trabalho é negativo.
O valor de α: 90° < α ≤ 180°, logo, cosseno sempre terá valor negativo, neste caso.
- Trabalho Nulo:
Quando a força não influência no movimento.
Força é perpendicular ao deslocamento.
Valor de α: α = 90°, logo, cosseno é igual a 0.
Atenção: O trabalho é classificado com base no ângulo, formado pela força e deslocamento. Cosseno pode assumir valores entre 1 e -1, e, sabendo seu valor, pode-se então classificar o trabalho como Motor (Positivo), Resistente (Negativo) ou Nulo (Zero).
Força Variável:
Depende da Densidade do Ar, Área de Contato e Quadrado da Velocidade.
O cálculo do trabalho equivale à área de uma figura geométrica (Geralmente triângulo).
Fórmula: T = A (Numericamente igual)
Exemplo (Triângulo): T = b.h
2
Também são comuns os seguintes casos:
Força Constante = Retângulo ou Quadrado
Força Variável = Trapézio
Força Peso:
Aponta para o solo. (vertical)
Representa a força de atração da Terra sobre um objeto.
Quando o objeto sobe = deslocamento para cima (Oposto à força peso / Trabalho Resistente)
Quando desce = deslocamento para baixo (Mesmo sentido / Trabalho Motor)
Fórmula: T = ± Pd (Negativo na subida e positivo na descida)
Força Elástica:
Fórmula da Lei de Hooke: Fel = -kx (Usada para elaborar a fórmula da força elástica posteriormente)
k é uma constante / x é a deformação em relação à posição de equilíbrio.
Cálculo da Força Elástica: Tel = A
Na grande maioria dos casos a área é de um triângulo, portanto: Tel = + ou - kx²
2
Sinal Positivo (Motor) e Sinal Negativo (Resistente).
Tipo de Trabalho da força elástica:
Força elástica e deslocamento no mesmo sentido: Trabalho Motor
Força elástica e deslocamento no sentido contrário: Trabalho Resistente
Houve retorno à posição de origem: Trabalho Motor
Está Alongada: Trabalho Motor
Está Comprimida: Trabalho Resistente
Trabalho da força elástica depende das posições final e inicial!
Esse é o resumo de Trabalho. Obrigado por nos acompanhar até aqui. Confira outros resumos para fixar bem na memória diversos temas recorrentes no vestibular.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Química 2° Fase - Radioatividade
O núcleo pode se encontrar nas condições instável e estável, sendo esta última após ele emitir partículas ou radiação.
Principais Partículas:
Partícula Alfa (α): Massa Atômica 4 e Número Atômico 2.
Emissão: Ao emitir em outros elementos, diminui em duas unidades o Número Atômico do elemento, além de diminuir em quatro unidades a Massa Atômica do elemento.
Partícula Beta (β): Massa Atômica equivalente com a do elétron, ou seja, considerada 0 e Número Atômico -1.
Emissão: Ao emitir em outros elementos, aumenta em uma unidade o Número Atômico do elemento. Emitida quando um nêutron instável se converte em próton.
Partícula Gama (γ): Possui carga e massa nula.
Emissão: Não altera o elemento quando é emitida. Ela é caracterizada pela alta frequência.
Nêutron (n): Massa Atômica 1 e Número Atômico 0.
Próton (p): Tanto a Massa Atômica quanto Número Atômico são iguais a 1.
Positron (e): Massa Atômica considerada 0 e Número Atômico 1.
Emissão: Quando um próton instável se desintegra e se converte em nêutron.
Neutrino (V): Tanto a Massa Atômica quanto o Número Atômico são iguais a 0.
Emissão: Quando próton instável se converte em nêutron e quando nêutron instável se converte em próton.
Meia-Vida:
Também conhecido como período de semidesintegração.
É informado, geralmente: massa inicial do elemento, tempo de meia-vida e tempo decorrido ou massa final.
Ao descobrir o tempo de meia vida e a massa do elemento, basta dividir pela metade sua massa atômica quantas vezes forem necessárias, até que possa alcançar a massa final, que restou após o tempo informado.
Ex: Um elemento X¹³² têm período de meia-vida de 10 anos, após 50 anos qual será sua massa?
132 --> 66 --> 33 --> 16,5 --> 8,25 --> 4,125
Logo, a massa do elemento X após 50 anos será de 4,125g.
Atenção: Para saber o quanto desintegrou por meio de porcentagem, basta saber a massa inicial (100%), o que restou (x%). Então o quanto desintegrou será equivalente a 100% - x%.
Estabilidade Nuclear:
Depende da relação prótons-nêutrons, que deve ser 1 < X < 1,53
(Nêutrons divididos por prótons devem ser maior ou igual a 1 e menor ou igual a 1,53)
Em um gráfico, temos os eixos horizontal (prótons) e vertical (nêutron) ou ao contrário.
No centro fica o cinturão, onde é a área estável, representado na diagonal com sentido crescente.
No caso de próton ser no eixo horizontal e nêutrons no vertical:
Acima do cinturão = Instável (Número de nêutrons > Número de prótons)
Nesta situação, para atingir a estabilidade é preciso aumentar o número de prótons.
Abaixo do cinturão = Instável (Número de nêutrons < Número de prótons)
Nesta situação, para atingir a estabilidade é preciso aumentar o número de nêutrons.
Poder de Penetração:
Como visto, o Raio Gama têm maior poder de penetração que os Beta e Alfa.
O resumo fica por aqui. Confira outras matérias aqui no site, atualizadas e postadas semanalmente.
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
Química 2° Fase - Separação de Misturas #5
Separação de mistura heterogênea - sólido + líquido
Catação:
Processo realizado com base na diferença de tamanho. Um dos sólidos é retirado com pinças ou com as mãos, como exemplo, a separação manual do lixo.
Peneiração:
Separar partículas de sólidos de outros materiais de diâmetros diferentes. Separação de grãos de determinada a colheita, por exemplo, a do café. O princípio é a diferença no tamanho dos grãos.
Ventilação:
Base na diferença de densidade dos sólidos constituintes da mistura. O sólido mais leve é separado por uma corrente de ar.
Levigação:
Diferença de densidade dos sólidos constituintes da mistura. O sólido mais leve é separado por uma corrente de água. Utilizado por garimpeiros para separar areia de ouro.
Separação magnética:
Um dos componentes sólidos da mistura deve ter propriedades magnéticas para que ele seja atraído por um ímã.
Flotação:
O sólido menos denso flutua em um líquido, Enquanto Mais denso sedimento. Também é conhecida como sedimentação fracionada ponto. O processo inicia-se por trituração e moagem do minério para o tamanho fino.
Separação de mistura heterogênea - sólido + líquido
Filtração:
A retenção de de um sólido através de uma superfície porosa. Separar misturas de um líquido com um sólido não dissolvido, quando o tamanho das partículas do sólido é relativamente grande em relação ao tamanho dos poros do papel de filtro. Em algumas situações o método pode ser acelerado por meio da filtração a vácuo.
Decantação:
As fases se separam em virtude de uma diferença de densidade. As partículas do sólido que são mais densas se depositam pela ação da gravidade.
Centrifugação:
Separar misturas imiscíveis do tipo sólido-líquido quando o sólido se encontra finalmente disperso no líquido. A centrifugação é empregada quando partículas sólidas com dimensão e densidade pequenas estão dispersas em líquido. A aceleração gerada pela centrífuga, que pode girar até 45 000 vezes por minuto, força o depósito das partículas mais densas no fundo dos tubos de ensaios.
Separação de mistura heterogênea - líquido + líquido
Decantação:
Utilizada para separar misturas de líquidos imiscíveis ponto-final utiliza-se um funil de decantação, ou seja, de separação. Os líquidos separam-se espontaneamente, onde o mais denso se acomoda por baixo, e o menos denso, por cima. O líquido mais denso escova e é recolhido num recipiente logo abaixo da saída do funil. É necessário fechar a torneira antes que o líquido menos denso começa a escoar.
Decantação de mistura heterogênea - sólido + gás
Decantação:
A mistura sólido-gás atravessa um sistema em zigue zague. O pó sendo mais denso, deposita-se pelo trajeto.
Separação de mistura homogênea
Evaporação:
Também é chamado de cristalização. Em um recipiente aberto o solvente evapora restando apenas o sólido. É um processo lento, que ocorre na temperatura ambiente e se baseia na diferença de velocidade de evaporação dos componentes da mistura.
Destilação Simples:
Separar misturas homogêneas do tipo líquido-líquido onde os elementos da mistura apresentam ponto de ebulição muito diferente. A mistura inserida em um recipiente conectado a um sistema de tubulação que, por sua vez, é conectado a outro recipiente vazio. O recipiente que contém a mistura é aquecido. Com o aumento da temperatura, o componente da mistura que tiver a menor temperatura de ebulição será o primeiro a evaporar. O vapor entrando em contato com a tubulação Fria se condensa. O componente, agora no estado líquido escoa até o recipiente vazio. É com a destilação simples que se produz por exemplo a cachaça.
Destilação fracionada:
Separar misturas homogêneas não azeotrópicas do tipo líquido líquido, nas quais os componentes possuem pontos de ebulição relativamente próximos ponto final envolve a vaporização de um líquido por aquecimento, o que é seguida pela condensação do vapor. Já que os pontos de ebulição são próximos se formam vapores de dois ou mais componentes da mistura. Já na área de fracionamento o processo de evaporação e condensação se repetem várias vezes, resultando no final, no vapor de um único componente que é enviado para o condensador. Já no condensador, este vapor volta para o estado líquido que é recolhido por um frasco.
Extração de solventes:
Tem como base a propriedade da solubilidade, mas, é usado um solvente que dissolve somente um dos constituintes da mistura.
Cromatografia:
Tem como base a diferença de velocidade com que os constituintes da mistura são arrastados em determinados solventes. É usada para separar substâncias com diferentes solubilidades num determinado soluto. A mistura é arrastada no meio poroso e absorvente. Já que as substâncias apresentam propriedades diferentes, algumas são arrastados com mais velocidade, ocorrendo a separação dos constituintes após certo tempo.
Fusão fracionada:
Separa sólidos, onde seus pontos de fusão são muito diferentes e definidos.
Liquefação fracionada:
Separa misturas homogêneas de gases. Primeiro se resfria a mistura que está sobre uma alta pressão. Então os gases se liquefazem individualmente, conforme seus pontos de ebulição são atingidos, em seguida é realizada a destilação fracionada.
O resumo fica por aqui... É importante revisar quantas vezes forem preciso essa matéria! Separação de misturas se relacionam mais para frente com outros temas de Química, então fica atento.
Está precisando de uma força em outras matérias? Têm resumo aqui no site, confere lá!
Química 2° Fase - As Substâncias e as Misturas #4
É possível se obter graus de pureza superiores a 99,99%, mas nunca haverá um material 100% puro.
Chamamos de Substância quando o material apresenta grau de pureza adequado aos parâmetros experimentais em questão. Na natureza, por exemplo, dificilmente é encontrado algum material na forma de substância pura. A purificação dos materiais é realizada em laboratórios.
Material é qualquer porção da matéria e pode ser purificado ou não. Os materiais purificados são substâncias.
Águas naturais, como as do rio, são constituídas por água e uma mistura de sais. Não é possível identificar, a olho nu, nada além da substância água. Esse tipo de mistura, na qual não se consegue identificar os componentes a olho nu ou com microscópico, é substância homogênea. Nesse caso, como as substâncias que se misturam a água podem ser observados visualmente, tem-se uma mistura heterogênea.
As substâncias puras são caracterizados por apresentar em apenas um componente. Em geral, para obter uma substância pura de uma mistura complexa, é preciso submeter a substância complexa ao método de Separação ou Purificação até que se consiga uma substância isolada.
As misturas apresentam no mínimo duas substâncias em sua composição. No entanto, nem sempre é possível visualizar a quantidade exata de seus componentes.
Em uma mistura heterogênea, cada região que apresenta os mesmos aspectos é uma fase.
As misturas heterogêneas podem ser classificadas segundo o estado de agregação das diferentes fases.
Há casos de sistemas heterogêneos que são constituídos de substâncias puras. Um exemplo é o derretimento do Gelo formado da água destilada. A mudança de estado desta substância pura contribui para a coexistência de duas fases (sólido + líquido), o que caracteriza um sistema heterogêneo.
As misturas homogêneas que apresentam apenas uma fase (monofásicas) são Soluções. Na soluções, o componente em menor quantidade, o soluto, está dissolvido em outro componente que se encontra em maior quantidade, o solvente.
Soluções:
Sólido dissolvido em Líquido:
Um exemplo é a água de lavadeira, uma solução cujo soluto é o hipoclorito de sódio e o solvente é a água.
Líquido dissolvido em Líquido:
Um exemplo é o álcool comercializado em farmácias.
Sólido dissolvido em Líquido:
Também conhecido como liga. Um exemplo é o latão (solução sólida de zinco e cobre).
Gás dissolvido em Gás:
É uma solução na qual temos uma mistura gasosa. Um exemplo é a fase gasosa do ar veicula uma mistura de oxigênio, nitrogênio, dióxido de nitrogênio, vapores de água, entre outros gases.
As substâncias puras apresentam temperaturas de fusão e de ebulição bem definidas. Ao acompanhar a variação de temperatura em função do tempo durante o resfriamento ou aquecimento de uma substância pura, durante as mudanças de estado de agregação a temperatura permanece constante.
Temos o ponto de fusão e de ebulição e, se os pontos de fusão e de ebulição, ou apenas um deles, apresentar uma variação de temperatura, temos uma mistura.
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
Física 2° Fase - Eletrodinâmica #5
Receptores e Leis de Kirchhoff:
Receptores:

Aparelhos que recebem e convertem a energia em outras formas, além da térmica. São chamados de receptores elétricos. Exemplos: Batedeira, aspirador, ventilador, etc...
As energias convertidas mais comuns são: Energia sonora (som), energia radiante (luz) e energia térmica (calor).
No Receptor a corrente vai do polo positivo para o negativo (oposto ao do gerador, que vai do negativo para positivo). Pois o receptor retira energia do circuito para realizar uma conversão para outra forma de energia. No caso do receptor, ele têm a chamada Força Contraeletromotriz (ε`), que é o trabalho feito pelo receptor para consumir energia absorvida e carga recebida.
A Potência do receptor é expressa por:
Pr = ε`. i
A equação do Receptor é:
U = ε` + r` . i
Potências no Receptor:
Quando temos um circuito gerador-receptor, o gerador fornecerá energia e o receptor irá recebe-la e transformá-la em energia luminosa, cinética ou sonora. (Uma pequena parte é transformada em calor, já que é normal percebermos que em um sistema de eletricidade algumas regiões esquentam)
Logo:
Ui = ε`. i + r`. i² Então: Pr = Pu + Pd
Pr = Potência total recebida pelo receptor. ( Pr = Ui )
Pu = Potência útil do recepto ( Pu = ε`. i )
Pd = Potência dissipada pela resistência interna do receptor ( Pd = r`. i² )
Já seu rendimento:
η = Pu = ε`
Pr U
Leis de Kirchhoff: (Lei dos Nós e das Malhas)
Antes de tudo, é preciso conhecer alguns conceitos:
Nó: Ponto de intersecção entre os fios que percorrem o circuito.
Ramo: Trecho delimitado entre dois nós consecutivos.
Malha: Ramos interligados que formam um percurso fechado.
1° Lei de Kirchhoff: (Lei dos nós)
As cargas não podem ser destruídas nem criadas. (Princípio da conservação da carga elétrica)
Logo, a 1° afirma que a soma das correntes que chegam a um nó é igual à soma das correntes que saem dele.
2° Lei de Kirchhoff: (Lei das Malhas)
No circuito, a energia que o gerador fornece é consumida pelos receptores e/ou resistores. logo, o potencial que o gerador cria é igual, em módulo, ao consumo dos demais dispositivos do circuito.
Então ao percorrer uma malha, a variação de potencial deve ser nula, pois o potencial elétrico é igual no começo e no final. Por isso dizemos que a soma das D.D.P da malha é igual a 0.
(A soma das forças eletromotrizes é igual a força das tensões, nesta malha)
Sabendo disso, você deve estabelecer um sentido para essa corrente (horário ou anti-horário), MAS, dependendo do sentido a D.D.P será negativa!
Caso a corrente ir de encontro a um resistor e for o mesmo sentido que o inicial, a D.D.P terá sinal negativo para esse resistor. Se, por outro lado for contrário o sentido, use o sinal positivo.
Observe abaixo as classificações:
Onde a Malha é ABEF e BCDE
Ramo pode ser entendido como AB, BC, CD, AF, FE, ED e BE.
Nó pode ser compreendido como cada dobra/vértice do circuito que direciona para outro Ramo.
sábado, 3 de outubro de 2020
Matemática - Progressão Geométrica (PG)
PG Crescente: (2, 4, 8, 16, ...) q = 2
PG Decrescente: (80, 20, 5, ...) q = 1/4
PG Constante: (3, 3, 3, 3, 3, ...) q = 1
PG Alternante: (-2, 4, -8, 16, ...) q = -2
Encontrar a Razão (q):
(30. 10, ...)
10 = 1 q = 1/3
30 3
Atenção: A razão da PG é a multiplicação entre os termos. Exemplo: Multiplicando 30 pela razão (q = 1/3) temos como resultado 10. Multiplicando 10 pela razão, você encontraria o próximo termo e assim sucessivamente.
Termo Geral da PG:
q = razão da PG
n = número de termos
Soma da PG Infinita:
Soma da PG Finita:
Série Geométrica Convergente:
As somas parciais da série convergem para determinado valor.
Exemplo:
2 + 4 + 8 + 16 + 32 + ... q = 2
3 9 27 81 243 3
Somas parciais:
2 + 4 = 10 = 1,111
3 9 9
10 + 8 = 38 = 1,4
9 27 27
38 + 16 = 130 = 1,6
27 81 81
130 + 32 = 422 = 1,7
81 243 243
Apenas com esses cálculos, podemos perceber que a cada soma a série se converge para 2, ou seja, as somas chegarão até 2.
Podemos fazer a "prova real" e verificar calculando a soma:
S = a1 --> S = 2/3 --> S = 2/3 --> S = 2 . 3 --> S = 2
1 - q 1 - 2/3 1/3 3 1
Como saber se é PG:
A divisão de determinado termo pelo seu antecessor deve ser igual à divisão de outro termo pelo seu sucessor.
Exemplo:
(-1, -3, -9, -27, ...)
-3 = 3
-1
-9 = 3
-3
-27 = 3
-9
Logo, a razão (q) é 3 e se trata de uma PG.
Média Geométrica:
Média Geométrica de 2 e 8:
x = √2. 8 --> x = √16 --> x = 4
Média geométrica de 2 e 8 é 4: (2, 4, 8)
Exemplo 2:
(x - 1, x + 2, x - 2)
Média geométrica do primeiro e terceiro termo:
x+2 = √ (x-1)² . (x-2)
x² + 4x + 4 = x² - 2x - x + 2
x² + 7x = -2
x = -2
7
Logo:
x - 1 = -2 - 1 --> -2 - 7 --> -9
7 7 7
x + 2 = -2 + 2 --> - 2 + 14 --> 12
7 7 7
Agora, encontrado os 3 termos, podemos achar a razão.
(x - 1, x + 2, x - 2) = ( -9/7, 12/7, -2/7)
q = 12 : -9 = 12 . 7 --> q = -4
7 7 7 9 3
Por ser uma razão negativa, assim como vimos no começo do resumo, chamamos de PG Alternante.
O Resumo fica por aqui, espero que tenham gostado.
Volte quantas vezes for preciso para fixar essas fórmulas e conceitos.
Têm exercício dessa matéria, então pode pesquisar no blog "Progressão Geométrica" para fazer e ver se aprendeu o conteúdo. Dúvidas pode perguntar.
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Física 2° Fase - Eletrodinâmica #4
Associação de Resistores e Geradores:
Ao ouvir o nome associação de resistores, relacione com 2 ou mais resistores no mesmo circuito.
Existem dois tipos de associação de resistores, sendo a associação em série e em paralelo.
Associação de Resistores em Série:
Essa é uma configuração obtida quando conectamos o terminal de saída de um resistor ao terminal de entrada de outro. Deste modo é feita a associação em série deles. Atenção, o mais importante é que nessa circunstância, é distribuída a mesma corrente elétrica para todos os resistores e ainda, a divisão da tensão em partes diretamente proporcionais a cada resistor. Caso a corrente seja interrompida em um dos resistores, todos os outros também param de funcionar, ou seja, todos associados em série funcionam juntos e param de funcionar juntos.
Caso os resistores estejam submetidos à mesma corrente, mas com tensão diferente, a tensão total será a soma das tensões de cada resistência.
U = U1 + U2 + U3... + Ux
Assim como a tensão, a resistência também pode ser calculada a partir da soma das resistências individuais dos resistores.
Req = R1 + R2 + R3... + Rx
Associação de Resistores em Paralelo:
Quando conectamos os terminais de dois resistores, ou mais, sujeitando todos à mesma tensão, chamamos de associação em paralelo.
A partir do uso dessa associação, aparelhos podem ser desligados sem interferir nos demais.
A corrente é dividida em cada ponto do nó nessa associação, logo, a corrente é diferente que passa em cada resistor.
A corrente total pode ser calculada a partir da soma das correntes distribuídas pelas resistências.
i = i1 + i2 + i3... + ix
Para calcular a resistência equivalente, podemos usar a seguinte fórmula:
1 = 1 + 1 + 1 ... + 1
Req R1 R2 R3 Rx
No caso de a associação em paralelo tiver apenas dois resistores, a fórmula pode ser resumida:
R1 . R2
R1 + R2
E ainda, caso as resistências tenham o mesmo valor, podemos usar a seguinte fórmula simplificada:
Req = R
n
n: Número de resistores associados
R: Valor de uma resistência
Req = Resistência Equivalente
Geradores Elétricos:
É o elemento do circuito que fornece a energia elétrica a partir da transformação de outra forma de energia, seja ela química, radiante ou cinética.
Veja alguns tipos de Geradores (A explicação é para questão de 2° Fase)
Pilhas e Baterias:
A pilha funciona através de reações espontâneas de oxirredução, onde ocorre transferência de elétrons (que saem do ânodo para o cátion) e esse deslocamento gera uma corrente elétrica.
A bateria é formada por placas chamadas de células eletroquímicas, ligadas em série. Essas placas são feitas de chumbo metálico, intercaladas por placas de chumbo revestidas de dióxido de chumbo separadas por papelão ou plástico, além de todas as placas estarem em uma solução aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4). Devido a isso, ela é chamada também de bateria de chumbo-ácido. As placas de chumbo metálico são o ânodo (polo negativo) e as de chumbo revestidas por dióxido de chumbo IV (PbO2) são o cátodo (polo positivo), que recebe os elétrons e sofrem redução. O movimento desses elétrons formam a corrente elétrica que abastece a eletricidade do carro.
Outros geradores:
Fotocélulas (painel solar), Usinas Hidrelétricas, Usinas Termelétricas e Usinas Nucleares.
Gerador no Circuito:
No circuito, o gerador pode ser representado por dois traços verticais paralelos, sendo um maior e outro menor, onde o traço menor é o polo negativo e o maior o polo positivo. A corrente sai do polo positivo.
Existe um elemento dentro dos geradores que dissipa energia térmica, denominado resistência elétrica interna r do gerador.
Na posição do gerador, também existe uma grandeza igual à tensão do gerador, denominada Força Eletromotriz, ou fem, conhecida pela letra épsilon (ε). Quando está sendo usada, ela é reduzida pela resistência r do gerador.
Em um gerador ideal, ou seja, a tensão fornecida no circuito é igual à força eletromotriz (U = ε), a energia não seria dissipada pela resistência interna, que seria nula. No entanto, não existem condutores perfeitos para que isso seja possível, logo só existem geradores reais, onde a tensão é menor que a força eletromotriz. Sabendo disso, podemos estabelecer a Equação Característica do Gerador:
U = ε - r . i
U : Tensão ou D.D.P (diferença de potencial)
ε : Força Eletromotriz
r : resistência interna do gerador.
i : corrente do circuito
(Essa é uma das principais fórmulas dessa matéria!)
Quando o gerador está isolado ou sem operar, ele está aberto. Neste caso, a tensão é igual a força eletromotriz, pois não há corrente circulando.
U = ε
Em uma terceira situação, pode ocorrer do gerador estar funcionando e seus terminais estarem ligados entre si. A tensão é nula, no entanto, a corrente é a maior possível, chamada de Corrente de Curto-Circuito e assim, podemos calcular a sua intensidade:
icc = ε
r
icc : Corrente de curto circuito
r : Resistência
Sua representação gráfica é uma reta decrescente.
Lei de Pouillet:
Em um circuito gerador-resistor existem, além do gerador, os resistores associados a ele.
Isolando fem da equação do gerador, temos que:
ε = U + r . i
Sabemos ainda que a tensão total, em circuito em série, é a soma das tensões, criamos então:
ε = R1 . i + R2 . i + r . i
Manipulando ainda a resistência equivalente ( Req = R1 + R2):
i = ε
r + Req
Esta é a Lei de Pouillet, para calcular a corrente que atravessa o gerador em um circuito.
Potência e Rendimento de Geradores:
A potência é a taxa de conversão de energia, ou seja, trabalho ( ), pelo tempo:
P = T = Ui
∆t
Usando mais uma vez a equação do gerador, podemos multiplicar tudo por i, para encontrar a relação das potências:
U = ε - r . i
Ui = εi - r . i² --> Pu = Pg - Pd
Pu = Ui é a potência total fornecida ao circuito pelo gerador.
Pg = εi é a potência total do gerador ao fazer a conversão de energia.
Pd = r . i² é a potência dissipada no gerador pela sua resistência interna r.
Entendendo a relação das potências, podemos calcular a eficiência de um gerador, representada por η, que indica a potência efetivamente usada em razão da potência total fornecida pelo gerador:
η = Pu = U
Pg ε
O resultado será um valor menor que 1, geralmente expresso em porcentagem, já que a potência não será transmitida integralmente ao sistema, devida a energia dissipada pela resistência do gerador.
Associação de Geradores:
Em uma associação em série de geradores, a força eletromotriz total é a soma das forças eletromotriz de cada gerador, assim como a resistência interna:
ε = ε1 + ε2... + εx
r = r1 + r2... + rx
A associação em paralelo, já que há redução da resistência interna, obtemos uma quantidade de carga disponível maior para a operação do sistema, no entanto, a força eletromotriz equivalente (εeq) é constante:
εeq = ε
Por fim, a resistência equivalente interna será igual à resistência interna individual dividida pelo número de elementos associados.
req = r
n
O resumo acaba por aqui! Não deixe de ver a continuação "Eletrodinâmica #5" e, se ainda não viu, os resumos anteriores para complementar ainda mais seu conhecimento em Eletrodinâmica e arrebentar no vestibular sem tanta dificuldade!
Compartilhe com amigos e se precisar, pode perguntar!
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
Física 2° Fase - Eletrodinâmica #3
Potência Elétrica:
É a quantidade de energia consumida em determinado intervalo de tempo.
P = ∆E
∆t
P: Potencia desenvolvida pelo dispositivo, expressa em watt (W)
∆E: Energia Consumida, expressa em joules (J)∆t: Intervalo de tempo transcorrido, expresso em segundos (s)
Um watt equivale à transformação da energia de um joule em um segundo:
1 W = 1 J/s
Já que a relação entre potência e tempo pode ser escrita como E = P∆t, então a unidade pode ser expressa em Ws, ou kWh, que é a energia usada nos medidores de energia elétrica residenciais.
Um kWh corresponde à energia de um aparelho medida durante um intervalo de tempo de 1 hora:
1 kWh = 1000 watt . 1 hora
Podemos também estabelecer uma relação com o consumo de energia com a corrente e potência.
Onde a potência será proporcional à intensidade da corrente (i) e à tenção (U). Logo temos que:
P = Ui
U: Tensão em volt (V)
i: Corrente elétrica medida em ampère (A)
P: Potência dada em watt (W)
Podemos determinar ainda uma relação entre as unidades:
1 volt = 1 watt/ampère (1V = 1W/A)
Resistores:
Determina ou limita o valor de corrente elétrica em certa parte do circuito e transforma a energia elétrica em mecânica ou térmica, pelo efeito joule.
Eles são representados pelos símbolos:
Representam resistores fixos, dispositivos cuja resistência não varia. Dependendo da função do aparelho, também podem ser utilizados resistores do tipo variável, que permitem alterar a potência dos aparelhos.
Os resistores apresentam faixas coloridas, que indicam o valor de sua resistência.
Primeira Lei de Ohm:
Submetendo certo condutor a uma tensão, é possível perceber que uma corrente o percorre. Se aumentar a tensão aplicada, há aumento da intensidade da corrente do campo elétrico atuando nos elétrons livres do condutor, provocando uma maior corrente elétrica. Logo, conclui-se que, quanto maior a tensão (U), maior será a corrente elétrica (i). Por isso dizemos que é uma relação proporcional.
Então:
U = U¹ = U² = constante
i i¹ i²
A constante dessa razão é chamada Resistência Elétrica (R) e depende das características do material que compõe o condutor, da geometria e da temperatura. Sua unidade de medida é o Ohm (Ω).
Um material que obedece essa lei é denominado Resistor Ôhmico, sendo que sua principal característica é a resistência constante, independente da tensão aplicada.
Em um gráfico com linha reta ascendente, com i e U definidos, pode-se encontrar a resistência da seguinte forma:
R = U
i
Essa mesma fórmula, rearranjada de forma linear é denominada Primeira Lei de Ohm:
U = Ri
U: Tensão em volt (V)
i: corrente elétrica em ampère (A)
R: resistência medida em ohm (Ω)
Em um gráfico onde o condutor não apresenta relação linear e constante entre as grandezas U e i, trata-se de um Resistores Não-Ôhmicos, que não obedecem a Primeira Lei de Ohm e podemos perceber que conforme a tensão aumenta, a resistência aumenta.
Segunda Lei de Ohm:
Analisando a condução elétrica dos metais, Ohm concluiu que as características geométricas influenciam diretamente na resistência do condutor: O comprimento L e a espessura, ou seja, a área de secção transversal A, são elementos fundamentais. As características do próprio material também são importantes é claro.
Resistividade Elétrica: Indicada pela letra grega ρ, medida em Ω . m (ohm vezes metro).
Com isso, podemos desenvolver a Segunda Lei de Ohm
R = ρ L
A
ρ: Resistividade Elétrica do material medida em Ohm . metro ( Ω . m)
L: Comprimento do condutor em metro (m)
A: Área da secção transversal do condutor em metro quadrado (m²)
R: Resistência elétrica medida em Ohm ( Ω )
Potência Elétrica Dissipada:
A corrente elétrica depende da tensão aplicada ao condutor. Logo, se um trecho de um circuito elétrico submetido a uma tensão U passa por uma corrente elétrica i, a potência desenvolvida pode ser expressa por: P = Ui
No entanto, se nesse trecho houver um resistor de resistência elétrica R, a energia elétrica será dissipada como calor, ou seja, o efeito joule. Por isso, substituímos a primeira lei de Ohm ( U = Ri) na fórmula da Potência ( P = Ui):
P = Ri²
E ainda, se a tensão U for constante, podemos também obter outra fórmula que relaciona diretamente potência, tensão e resistência:
P = U²
R
Exercícios:
O resumo fica por aqui, não deixe de ver o resumo #4 de eletrodinâmica e como sempre, faça os exercícios desse tema para fixar! Até a próxima.
Biologia - Célula Eucarionte x Célula Procarionte
Célula Procarionte:
Principal Característica: Não têm núcleo ou carioteca.
Também não possuem Organelas Membranosas.
Possuem Membrana Plasmática, Parede Celular, Capsula, Citosol, Plasmídeo, Flagelos, Ribossomos, Citoplasma, Fímbrias, Mesossoma e Nucleoide.
Seres Procariontes:
Bactérias
Cianobactérias
Arqueas
Célula Eucarionte:

Célula Vegetal: Possui Cloroplasto, Plasmodesmos, Vacúolo Central e Parede Celular.
Célula Animal: Possui Centríolo e Lisossomo.
Abaixo veja na esquerda uma célula animal e na direita, uma célula vegetal:
Diferença entre as duas =
Plasmodesmos (Célula Vegetal)
Lisossomo (Célula Animal)
Centríolo (Célula Animal)
Cloroplastos (Célula Vegetal)
Reserva de amido (Célula Vegetal)
Reserva de glicogênio (Célula Animal)
Seres Eucariontes: Todos os seres vivos, com exceção das Bactérias, Cianobactérias e Arqueas.
Membrana Plasmática: Delimita o conteúdo celular e controla a entrada e saída das substâncias.
Parede Celular: Manutenção da forma celular e proteção contra patógenos.
Capsula: Protege a célula bacteriana contra fagocitose, desidratação e ajuda na adesão no hospedeiro.
Nucleoide: Material genético (Sem núcleo)
Flagelos: Microtúbulos que auxiliam na locomoção.
Mesossoma: Responsável pela respiração da bactéria.
Citosol: Armazenar substâncias de reserva usadas pela célula.
Fímbrias Maiores: Servem como canais de transferência unidirecional de DNA entre células bacterianas no processo de conjugação. (Fímbrias Sexuais)
Lisossomo: Faz a digestão de partículas vindas de fora da célula e reciclar organelas celulares velhas.
Centríolo: Orienta a divisão celular e forma os cílios e flagelos.
Estude bem, pois têm muita informação e logo logo terá uma lista recheada de exercícios sobre esse resumo para fixação.
Física 2° Fase - Eletrodinâmica #2
Efeitos da Corrente Elétrica:
Os efeitos podem ser: Térmicos, Magnéticos, Luminosos, Fisiológicos e Químicos.
Efeito Térmico:
Ao se aplicar um campo elétrico no interior do condutor metálico, ocorre uma transferência de energia para os elétrons livres nele presentes, que passam a se movimentar, caracterizando a Corrente Elétrica. Esses elétrons sem movimento interagem com os íons positivos na rede cristalina do material, transmitindo a eles energia e aumentando sua vibração.
Essa mesma vibração gera um aumento na temperatura, o que leva a m aquecimento do condutor, conhecido como Efeito Joule. Exemplo: Ferro de passar roupa, forno elétrico, torradeira.... Todos eles possuem em seu interior um fio conhecido como resistência, que transforma energia elétrica em energia térmica. Eles possuem uma resistência elétrica maior que o restante do circuito do aparelho, por isso aquecem na hora da operação.
Os Fusíveis e Disjuntores também são importantes aplicações do efeito térmico, para proteção dos circuitos elétricos.
Fusíveis: Dispositivos de proteção que se fundem ao conduzir uma corrente maior que a especificada e, desta forma, interrompem a passagem de corrente elétrica no circuito, evitando o curto circuito.
Disjuntor: Também usado para interromper a corrente excessiva, desliga-se quando o valor da corrente ultrapassa o estipulado para o circuito.
Resumindo: Os dois impedem que ocorra um curto circuito e que os aparelhos fiquem danificados ou queimem.
Efeito Magnético:
Motores Elétricos estão presentes em grande parte dos eletrodomésticos que usamos no cotidiano, como a Batedeira, liquidificador e a bússola (Não usamos muito, mas é mais fácil de lembrar)
O funcionamento desses motores elétricos ocorre devido a uma corrente elétrica que, ao passar por um fio imerso em um campo de natureza magnética, gera uma força que causa movimento no interior do motor elétrico.
O efeito magnético da corrente elétrica também é usado em disjuntores, chamado Disjuntor Termomagnético, que se baseia no aquecimento e consequente dilatação das lâminas bimetálicas que o compõem, e em um dispositivo magnético que é acionado quando há sobrecarga de corrente elétrica no circuito. Atuando em conjunto, os dois efeitos (térmico e magnético) provocam a abertura do contato elétrico, interrompendo a corrente no circuito e realizando a proteção dos equipamentos ligados à rede elétrica.
Efeito Luminoso:
Para ocorrer a passagem de corrente elétrica por meio de um gás. coloca-se um campo elétrico intenso o suficiente para ionizar os átomos do gás, arrancando dele alguns elétrons. Então os íons positivos e os elétrons livres passam a ter seu movimento acelerado na direção do campo elétrico, com as partículas positivas e negativas impulsionadas em sentidos opostos. Os choques entre os íons, ocasionados por essas forças, podem provocar novas ionizações, liberando mais partículas eletrizadas.
Com esses movimentos frenéticos de múltiplas colisões, elétrons são arrancados dos átomos e, ao mesmo tempo há saltos de elétrons das camadas mais externas da eletrosfera dos átomos. Cada vez que um elétron sai da camada mais externa e mais energética e retorna a uma camada mais interna e de nível energético menor, a diferença de energia é liberada em forma de fóton.
Em uma lâmpada fluorescente comum: Ao ser acesa, a corrente elétrica chega aos seus eletrodos e os elétrons passam pelo gás de mercúrio entre as extremidades da lâmpada. Isso excita os átomos de mercúrio cujos elétrons vão para níveis de energia mais altos e, ao voltar para seus níveis originais de energia, liberam fótons de luz ultravioleta. Esses fótons de luz UV irão excitar os átomos da camada de fósforo presente na superfície interna da lâmpada, que ao serem excitados, os elétrons dos seus átomos de fósforo pulam para camadas mais energéticas, e quando voltam para seu estado original de nível de energia, emitem a luz branca, que nós vemos.

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